traduzir

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Eternamente



Há séculos meus pés tocam sobre o caminho coberto pelas velhas folhas que se desprendem vagarosas da minh'alma vulnerável ao arbítrio do calmo e frio destino que nos marca sob o elo infinito.
Os pássaros que adejam sob o céu tempestivo cantam resignação, enquanto caminho sobre a estrada preste a bifurcar.
Sinto a espera por um sinal, mas há apenas o silencio dissolvendo-se, enquanto seu semblante retorna a minha memória.
Em algum lugar sua respiração dissemina o perfume que o vento trás até mim.
Em algum lugar  caminho rumo ao jardim onde o sol enfrenta as densas nuvens que jazem na beira do abismo.
Por um instante poderia cometer um erro.
Então partiria para sempre.
E minha promessa estaria perdida.
Tormenta. Recai a noite almejada pelo uivo dos lobos sem destino.
Terei que caminhar eternamente até  encontrar-te em algum lugar.
Na  sua ausência meu coração me guiará até o jardim onde o sol enfrenta as densas nuvens que jazem na beira do abismo.
Nos momentos de escuridão a esperança será a luz.
Caminharei eternamente até encontrar-te em algum lugar.
As lágrimas que irrompem e riscam  a face encontram seu fim nos lábios curvos pelo sorriso.
Se o erro bifurcou nossa estrada, e trouxe a tempestade que desprendem vagarosamente as folhas da minha alma.
Continuarei a procurar além do meu destino final o ponto de equilíbrio do nosso amor até que você renasça em algum lugar.   
    
 
     

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Oceano de Lágrimas



Há uma grande ilha de pedra  repousando sobre o oceano castigado pela tempestade das minhas emoções.
As ondas colossais arrancam da ilha grandes  pedaços. Sinto-os sendo arrastados pela corrente forte.
Posso senti-los, pois repouso sobre a ilha de pedra no meio do oceano, porque os pedaços são do meu coração.
A cada pancada sobre o meu peito, sinto o frio e a cada arrepio deixo que mais uma lágrima caia.
E cada lágrima, após cada arrepio, criou o oceano onde se escondem os pedaços  afogados do meu coração.
Uma porta se abre, nela não existe luz, há relâmpagos e trovões.
Atravesso a porta secreta,  ouço o silencio, e vejo o mar cada vez mais longe.  
Finalmente desperto em meu quarto, ainda sinto os pedaços afundando. 
Minhas lagrimas são claras e incompreendidas.
Sobre meu rosto sombreado ainda riscam minha face.
Debruço sobre o papel, olho os relâmpagos clareando a noite.
O sol simplesmente estava longe, tão longe, quando decidi não chorar lagrimas, quando decidi chorar as poesias perdidas no oceano da minha alma.  

    
    
     
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...